Pra dobrar, amassar…

4 06 2010

Papel. Aquele que você fazia barquinho, chapéu de soldado, desenhava… o Chamequinho! Colocaria minha mão no fogo ao dizer: Ninguém sobrevive sem papel. Será mesmo?!

O papel que eu vou falar hoje, nao é esse, do nosso cotidiano. É o papel colorido, texturado, diferente. Aquele papel de convite, com brilho. O papel especial.

Papéis Fedrigoni - marca Italiana

Mas o ponto principal é: leigos, não sabem o melhor tipo de papel para uma situação específica! Então, eu vou tentar ajudar, nem que seja um pouquinho! Vou começar falando das técnicas de impressão que você pode, um dia vir a utilizar:

DIGITAL: utiliza impressoras jato de tinta ou a laser. É  a técnica que permite que você imprima modelos unitários, de acordo com a necessidade.

OFFSET: é hoje um dos principais métodos de impressão de grandes tiragens. quantidades abaixo de 1000 unidades acabam ficando muito caras nesse processo, que se torna barato na medida que você aumenta a quantidade!

RELEVO AMERICANO: é a impressão usada em convites de casamento, formatura, 15 anos… que dão aquele aspecto “levantadinho”no texto, sem marcar o verso do

GRAMATURA: a gramatura do papel, é o peso dele em gramas, por metro quadrado. Uns são mais finos e outros mais grossos, na hora que você for escolher, não leve em consideração apenas o preço (quando aumenta a gramatura, o preço sobe, consequentemente) e sim a utilidade que esse papel vai ter. Ele vai virar envelope? vai ser miolo de um caderno, livro, agenda, publicações em geral? cartão de visitas? cardápio? folder? podem ser infinitas as opções… O mais importante é lembrar como você se sente ao pegar um cardápio (por exemplo) todo molenga, meio amassadinho? é ruim né? Ou então, um convite de casamento no mesmo esquema? “Ah, mas eles tão economizando ATÉ no papel do convite!” e assim vai… O principal aqui é, quanto maior a gramatura, mais firme é o papel!

TEXTURA: o papel texturado, é o papel que você consegue sentir. Dá vontade de ficar brincando e passando o dedo pra sentir as ruguinhas, dobrinhas, linhas em relevo… Aqui podemos citar os martelados, gofrados. São os papéis que eu recomendaria para fazer um envelope de convite e até mesmo o interno, ou uma capa. A única coisa, é que alguns papéis texturados não foram feitos para receber impressão.Então, na hora de comprar é sempre bom perguntar para um técnico (normalmente os vendedores sabem dizer, se não, designers sabem!).


TRANSPARÊNCIA: os papéis transluscidos são popularmente conhecidos como vegetais. Eles são um pouco transparentes, alguns com brilho, outros opacos. Dão um toque bem legal pra qualquer material, só não pode abusar muito! “O menos é mais!” Na hora de imprimir, existem algumas regrinhas, como a umidade da sala, o tipo de tinta utilizada ( no caso da impressão offset) entre outros detalhes, mas para a impressão digital, é tudo OK, bem simples de imprimir!


Existem inúmeras linhas, de várias marcas, com muitas opções para escolher, um mais lindo que o outro! Infelizmente eu nao vou nem conseguir falar de todas, até porque não conheço todas… Então, vou falar só de uma!

COLOR PLUS: os papéis color plus são muito conhecidos, talvez você só não saiba que o nome deles é esse! Os de cores fortes são muito conhecidos. Aqui, o único detalhe é lembrar que quando a impressão for digital, nao adianta muito comprar um color plus pretão e tentar imprimir em branco, porque provavelmente você não vai conseguir ver nada! Mas os papéis da linha plus são os que melhor aceitam técnicas de impressão!

É isso aí! Será que ajudou, ou só confundiu ainda mais?! =)

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Pra levar no bolso

2 06 2010

(depois de um milenio sem atualizar…quem é vivo sempre aparece!)

A minha história de amor com sketchbooks, remete diretamente à minha infância. eu sempre gostei de papelarias, cadernos, canetas e afins. Quem me conhece, sabe. Quem nao me conhece, pode imaginar. Eu lembro perfeitamente do dia que eu realmente conheci o maravilhoso mundo dos sketchbooks, e me apaixonei, era uma lojinha pequena, bem coisa de designer mesmo, tinha aqueles lápis que são de grafite inteiriços, sem o revestimento de madeira, milhares de modelos de papel, coloridos, com textura e infinitos sketchbooks. Me apaixonei tanto que na hora já comprei e em seguida comecei a criar alguns modelos do jeito que eu queria! O fato é que os cadernos sem pauta, com folhas brancas ou creme e talvez um pouco texturizadas na cor creme são práticos para quem quer fazer anotações curtas, desenhos, etc.

O sketchbook mais famoso é o Moleskine uma marca de caderninhos italiana, inspirada no tecido moleskin, utilizado nos cadernos de rabiscos de grandes artistas da história. Os atuais são com capa de papel cartão, revestidos com um material impermeável, o que no meu caso é extremamente importante! E o mais legal: eles estão voltaram à moda! Principalmente porque o escritor Bruce Chatwin descreveu os cadernos de nota que ele utilizou em suas várias viagens.

What is Moleskine? ( mol-a-skeen’-a)
MOLESKINE is the legendary notebook that has held the inspirations and ideas of everyone from Van Gogh, Picasso and Hemingway to famed author, Bruce Chatwin. Artists, authors, and geniuses of all variety have long appreciated the simplicity and superior functionality of these notebooks.” –
MOLESKINE é o legendário caderno de anotações que guardou as inspirações e idéias de todo mundo, de Van Gogh, Picasso, e Hemingway e do famoso autor Bruce Chatwin. Artistas, autores e genios de todas as áreas há bastante tempo a simplicidade e funcionalidade superior desses cadernos.

Existem por aí alguma papelarias especializadas, aqui em Curitiba eu gosto muito da Lou Papeterie a primeira papelaria boutique de Curitiba (que inclusive fez aniversário semana passada!) e que, claro, não tem apenas sketchbooks, e é uma verdadeira perdição (pelo menos pra mim)!!!

Fuçando por aí, descobri o Atelier Machado em Sampa. Eles fazem sketchbooks, muito semelhantes aos moleskines, porém com um preço beeeem mais acessível! Sim, porque esse é o grande detalhe do Moleskine: o preço. Enfim, falando do Atelier, os sketch’s são muito lindinhos, tem vários modelos e é de deixar qualquer um babando!

Eu recomendo para todo mundo, mesmo se você não sabe desenhar… escrever, rabiscar… é a melhor maneira de colocar aquilo que você tá sentindo pra fora. e cada um tem seu jeito! E com certeza, é só procurar que você encontra um que seja a sua cara!






Música como Conceito

8 05 2010

A minha vontade de falar de música por aqui era enorme, mas infelizmente não tenho conhecimento suficiente pra fazer algo que ficasse interessante. Então, ontem enquanto eu olhava meus novos e-mails, vi um novo, de um amigão meu, sobre MÚSICA! Meu olho brilhou e na hora eu pedi pra publicar aqui! Esse texto ele postou no blog Charme & Funk . Mas ele acabou de me mandar um outro conteúdo novo, que muito em breve estará por aqui! Que bom que ele já me mandou mais conteúdos! Porque ele escreve muito bem!!! (e eu nao to babando ovo nao!) Espero que vocês também gostem!

Por Diego Mancini

Às vezes algo salta aos olhos. Pode ser um vestido de um ombro só, mais soltinho, com estampas floridas. Pode ser um corte de cabelo incomum, mas absolutamente charmoso. Pode ser algo sutil, como um cinto fino marcando um vestidinho comum, mas acrescentando um brilho particular àquela produção.

A moda vive do incomum. Incomum-construído; incomum-trabalhado. Incomum-inspiração. É trabalhando em cima de um conceito de incomum que se chega àquilo que será aceitável nas prateleiras das lojas no ano seguinte.

Mas essa idéia do incomum-conceito vaza para várias outras áreas, principalmente para a música. O absolutamente comum é o que mais vende, é fato, mas não dura. O que dura, o que posteriormente será taxado de comum, é o que na sua concepção foi considerado estranho, inovador, avant-garde.

Pensando em música sob esse aspecto, a banda que melhor exemplifica esse conceito se chama Toe. São quatro rapazes japoneses com nomes que desafiam minha capacidade de compreensão da língua japonesa, por isso não darei nome aos bois. Mas isso não é importante. O importante é saber que esses seres de olhos puxados tocam música como nunca tocada antes.

Integrantes da Banda Toe | Foto: Reprodução

Seu trabalho, praticamente todo instrumental, segue a linha do math rock e post-rock, com tempos quebrados, arranjos loucos e estruturas incomuns. Apesar de dividirem o rótulo com bandas como ToolMeshugah, eles não poderiam estar mais distantes uns dos outros.

Toe é música para se ouvir de olhos fechados, abraçado com alguém querido assistindo o mundo se desdobrar. Para ouvir quando a noite dá os primeiros sinais de encobrir o dia. Para ouvir vendo fotos antigas e pensando na saudade que temos que engolir sempre. Para ouvir com o nariz pregado no vidro da maternidade vendo seu irmão/primo/filho do outro lado. Para recuperar a fé na Humanidade.

Pode parecer meio responsabilidade demais para se colocar nas costas de uma só banda, mas eles são capazes disso. Os homens (mulheres também, ok?) não vivem sem música. Música nada mais é do que vibração. Somos todos compostos de vibrações; moléculas pulsantes; átomos inquietos. Toda e qualquer música mexe conosco num nível imensurável.

O trabalho dos rapazes do Toe é capaz de mexer comigo num nível subatômico. As guitarras simples, calmas, suaves seguem a linha de pensamento que eu gostaria de ter. O baixo preciso, com notas curtas e certeiras, segue a maneira como eu gostaria de agir. A bateria, caótica mas completamente ordenada dentro de uma lógica toda sua, representa a soma dos milhares de pensamentos loucos que circulam dentro de minha cabeça a cada dia, direcionados a mil possibilidades.

Toe trilha o caminho do incomum usando música indie instrumental (que me lembrou os meninos do Mordeorabo, de BH) para expressar esperança de que nem tudo é ruim, nem tudo foi por água abaixo. Num meio considerado fútil por muitos, assim como a moda, Toe luta bravamente para provar que o que você ouve diz muito sobre o que você é. Exatamente como as roupas que você usa.





Arte por aí: NY

4 05 2010

NY respira modernidade. A recepção começa no aeroporto com um grande WELCOME TO NEW YORK, o slogan mais sincero, de uma cidade recheada de cultura, entretenimento e claro: ARTE!

Caminhar por Manhattan é praticamente sinônimo de “respirar arte”. Não foram poucas as vezes que ouvi homens tocando jazz no Sax, ali na Times Square, ou então grupos familiares de hip hop, se apresentando nas estações de metrô mais movimentadas, e até na frente da biblioteca pública (cenário do filme: THE DAY AFTER TOMORROW), onde a gente sentou, filmou e assistiu o show, a céu aberto e “gratuito”, eles esperavam umas moedinhas pela belíssima apresentação, nada mais justo! Mas um dos primeiros “monumentos” que eu vi foi o LOVE (citado também no último post), foi o primeiro da “coleção”que eu vi! E já tava tão incorporado à cidade, que passava despercebido por muitos!

Outra apresentação que eu adorei, foi o show de piano da FAO! Esse eu achei até um videozinho!

Falar da arte de NY é simplesmente impossível! Então, eu vou aproveitar hoje pra falar do MET, como conhecido o Metropolitan Museum of Art.

O museu fica localizado no Upper East side, em uma das avenidas que delimita o Central Park. A construção imponente chama atenção já de muito longe. Foi fundado em 1870, por empresários americanos que buscavam levar arte e educação sobre artes para o povo americano. O museu foi crescendo e a construção foi aumentando…

Dentro dele, é fácil se perder no meio de mais de 2 milhões de obras, e 5 mil anos de História, espalhados por inúmeras alas, da arte pré-histórica até a pós-moderna!

Impossível visitar o MET em 1 dia apenas, mesmo que você dedique o dia inteiro ao museu! Mas se você só tiver 1 dia, dedique-se a ver BEM uma parte do museu, não tente ver tudo, porque provavelmente você vai se cansar bem rápido e não absorver absolutamente nada! A minha indicação é a coleção de arte egípcia, ou os trabalhos impressionistas e pós impressionistas.

Enfim, se deixar, emendava no MoMA, Madam Tussaud’s (museu de cera), a própria Biblioteca Pública, O Museu de História Natural, e por aí vai, isso sem contar bairros badalados como o Village, Soho, Chinatown … NY é assim, não adianta ir uma vez só porque sempre falta alguma coisa pra ver, e rever o que você mais gostou!

Eu quero voltar pra conhecer o high line park, o primeiro parque suspenso de NY, localizado no Meatpacking ditrict, ocupando o lugar onde era uma antiga linha de trem.

E alguém me diz: Tem como não amar NY?





Arte por aí: Israel

1 05 2010
Esse mês (dia 15) o Estado de Israel completa 62 anos de existência, entâo pensei em contar um pouco dessa cultura que muita gente não conhece e talvez ainda não tenha ouvido falar!
A arte israelense, propriamente dita, começou junto com a ideia de criação do estado judeu. No começo do século XX. Muita gente nem sabe, mas Israel possui uma das grandes escolas de Artes e Design,  a Bezalel,  que hoje faz parte da Universidade Hebraica de Jerusalem; é possível encontrar a arte Israelense principalmente nos museus das 3 maiores cidades do Estado: Jerusalém, Tel Aviv e Haifa.
Hoje eu vou falar melhor do principal museu, que foi o que eu conheci da primeira vez que eu fui pra lá: O museu de Israel. Localizado em Jerusalém, é o maior e mais importante museu do estado. Possui várias alas que exibem achados arqueológicos, arte do século XX, impressionista, sul-americana e uma ala dedicada a juventude e no jardim, entre as alas, existem algumas esculturas.
Mas o grande destaque do museu é a ala que fica separada, onde estão os pergaminhos do Mar Morto. O prédio é branco e possui um telhado em formato de cúpula, relembrando  o formato das tampas dos recipientes de barro onde os pergaminhos foram encontrados.
O museu é enorme, e eu não consegui ver todas as alas, lembro que fui na escultura “ahava” que significa amor, e é como as esculturas “love” das outras cidades do mundo, só que em hebraico.
Os jardins são uma delícia, e eu me lembro de umas cadeiras em formato de mão, muito legais para sentar!!!! Também tem algumas arvores que são citadas na bíblia, mas confesso que não lembro os nomes.

Pra quem se interessa, ou vai pra Israel, vale a pena passar por la! Mas se você não tem planos de ir pra Israel tão logo, pelo menos você pode dar uma olhadinhas nas fotos!
Também tem o museu da Diáspora, que também é muito legal e o museu dos Tanques… mas isso é pra uma outra conversa…




Desabafo…

28 04 2010

Hoje, eu não vou falar de arte, nem de design… Eu vou é desabafar!

Acabei de chegar da orientação pra minha pesquisa do Mestrado e me deparei com um GRANDE problema: a ausência dele.

Acredito que vocês saibam, sem problema nao tem pesquisa, portanto… OU EU ARRANJO UM PROBLEMA OU… bem, prefiro nao pensar nessa hipótese!

Ok. eu sei que quero estudar Entretenimento, Marketing, talvez mais ligado a mídias sociais… mas e aí? cade o problema?!

Bom, eu vou lá estudar antes que eu comece a divagar aqui sobre as possibilidades dentro desses temas… Porque eu poderia chamar esse post de: ” A arte de desenvolver problemas para Pesquisa de Mestrado” ou então: “A Arte de criar problemas”mas vou deixar esse título pro próximo post, quando eu tiver com o problema definido!!!

Obrigado pelo seu tempo e, é claro, se voce tiver alguma idéia deixa um comentário!

=)





Quem nunca fez…

20 04 2010

… uma colagem, um recorte, uma montagem… que atire o primeiro lápis!

Essa é real. Muita gente fala: Ah, eu não sei fazer arte, eu não sou artista. Mas vai dizer que você nunca fez um cartão de dia das mães na escola!?

A idéia incial, confesso, nao foi minha! E preciso realmente agradecer, porque era exatamente isso que eu queria quando comecei a escrever, que vocês me dessem idéias, sugerissem mudanças! Aproveito esse momento pra agradecer, não só o Lilo, que revisou meu primeiro texto e me deu dicas valiosas, mas também o ale, que me sugeriu o tema de hoje!

Isso TAMBÉM é arte! Todo mundo pode, e a maioria das pessoas faz, mas nem sabe que faz.

Se você NUNCA fez nenhum recorte, colagem, composição, se você não brincou com cola colorida… Então, vou dar algumas sugestões dá pra tentar, pelo menos uma vez, pode ser divertido!

Na faculdade a gente tinha uma matéria chamada Planejamento e Configuração Bidimensional (ah! como eu gostava dessa aula!). A gente fazia colagens, recortes de formatos amebóides, composição com papel colorido…   Consegui resgatar alguns desses meus trabalhos, aí vão as poucas composições que eu encontrei!!!

Mas não são essas as únicas colagens, ou montagens que a gente pode fazer, ou criar! O mais legal é soltar a imaginação e não ficar preso em estereótipos! Não se preocupe se “vão curtir?!” o mais importante é fazer!

E isso também vale para fotos! Se você nao curte ou não tem paciência para recortes e colagem, montagem fotográfica também pode ser legal!!!

Também lembrei da nova identidade visual do THE SUB’S aqui em Curitiba, que eu curti um monte! Ficou bem “American way” retrô!!

espero que vocês curtam e se inspirem!!

Mãos a obra!!