Música como Conceito

8 05 2010

A minha vontade de falar de música por aqui era enorme, mas infelizmente não tenho conhecimento suficiente pra fazer algo que ficasse interessante. Então, ontem enquanto eu olhava meus novos e-mails, vi um novo, de um amigão meu, sobre MÚSICA! Meu olho brilhou e na hora eu pedi pra publicar aqui! Esse texto ele postou no blog Charme & Funk . Mas ele acabou de me mandar um outro conteúdo novo, que muito em breve estará por aqui! Que bom que ele já me mandou mais conteúdos! Porque ele escreve muito bem!!! (e eu nao to babando ovo nao!) Espero que vocês também gostem!

Por Diego Mancini

Às vezes algo salta aos olhos. Pode ser um vestido de um ombro só, mais soltinho, com estampas floridas. Pode ser um corte de cabelo incomum, mas absolutamente charmoso. Pode ser algo sutil, como um cinto fino marcando um vestidinho comum, mas acrescentando um brilho particular àquela produção.

A moda vive do incomum. Incomum-construído; incomum-trabalhado. Incomum-inspiração. É trabalhando em cima de um conceito de incomum que se chega àquilo que será aceitável nas prateleiras das lojas no ano seguinte.

Mas essa idéia do incomum-conceito vaza para várias outras áreas, principalmente para a música. O absolutamente comum é o que mais vende, é fato, mas não dura. O que dura, o que posteriormente será taxado de comum, é o que na sua concepção foi considerado estranho, inovador, avant-garde.

Pensando em música sob esse aspecto, a banda que melhor exemplifica esse conceito se chama Toe. São quatro rapazes japoneses com nomes que desafiam minha capacidade de compreensão da língua japonesa, por isso não darei nome aos bois. Mas isso não é importante. O importante é saber que esses seres de olhos puxados tocam música como nunca tocada antes.

Integrantes da Banda Toe | Foto: Reprodução

Seu trabalho, praticamente todo instrumental, segue a linha do math rock e post-rock, com tempos quebrados, arranjos loucos e estruturas incomuns. Apesar de dividirem o rótulo com bandas como ToolMeshugah, eles não poderiam estar mais distantes uns dos outros.

Toe é música para se ouvir de olhos fechados, abraçado com alguém querido assistindo o mundo se desdobrar. Para ouvir quando a noite dá os primeiros sinais de encobrir o dia. Para ouvir vendo fotos antigas e pensando na saudade que temos que engolir sempre. Para ouvir com o nariz pregado no vidro da maternidade vendo seu irmão/primo/filho do outro lado. Para recuperar a fé na Humanidade.

Pode parecer meio responsabilidade demais para se colocar nas costas de uma só banda, mas eles são capazes disso. Os homens (mulheres também, ok?) não vivem sem música. Música nada mais é do que vibração. Somos todos compostos de vibrações; moléculas pulsantes; átomos inquietos. Toda e qualquer música mexe conosco num nível imensurável.

O trabalho dos rapazes do Toe é capaz de mexer comigo num nível subatômico. As guitarras simples, calmas, suaves seguem a linha de pensamento que eu gostaria de ter. O baixo preciso, com notas curtas e certeiras, segue a maneira como eu gostaria de agir. A bateria, caótica mas completamente ordenada dentro de uma lógica toda sua, representa a soma dos milhares de pensamentos loucos que circulam dentro de minha cabeça a cada dia, direcionados a mil possibilidades.

Toe trilha o caminho do incomum usando música indie instrumental (que me lembrou os meninos do Mordeorabo, de BH) para expressar esperança de que nem tudo é ruim, nem tudo foi por água abaixo. Num meio considerado fútil por muitos, assim como a moda, Toe luta bravamente para provar que o que você ouve diz muito sobre o que você é. Exatamente como as roupas que você usa.

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Arte por aí: NY

4 05 2010

NY respira modernidade. A recepção começa no aeroporto com um grande WELCOME TO NEW YORK, o slogan mais sincero, de uma cidade recheada de cultura, entretenimento e claro: ARTE!

Caminhar por Manhattan é praticamente sinônimo de “respirar arte”. Não foram poucas as vezes que ouvi homens tocando jazz no Sax, ali na Times Square, ou então grupos familiares de hip hop, se apresentando nas estações de metrô mais movimentadas, e até na frente da biblioteca pública (cenário do filme: THE DAY AFTER TOMORROW), onde a gente sentou, filmou e assistiu o show, a céu aberto e “gratuito”, eles esperavam umas moedinhas pela belíssima apresentação, nada mais justo! Mas um dos primeiros “monumentos” que eu vi foi o LOVE (citado também no último post), foi o primeiro da “coleção”que eu vi! E já tava tão incorporado à cidade, que passava despercebido por muitos!

Outra apresentação que eu adorei, foi o show de piano da FAO! Esse eu achei até um videozinho!

Falar da arte de NY é simplesmente impossível! Então, eu vou aproveitar hoje pra falar do MET, como conhecido o Metropolitan Museum of Art.

O museu fica localizado no Upper East side, em uma das avenidas que delimita o Central Park. A construção imponente chama atenção já de muito longe. Foi fundado em 1870, por empresários americanos que buscavam levar arte e educação sobre artes para o povo americano. O museu foi crescendo e a construção foi aumentando…

Dentro dele, é fácil se perder no meio de mais de 2 milhões de obras, e 5 mil anos de História, espalhados por inúmeras alas, da arte pré-histórica até a pós-moderna!

Impossível visitar o MET em 1 dia apenas, mesmo que você dedique o dia inteiro ao museu! Mas se você só tiver 1 dia, dedique-se a ver BEM uma parte do museu, não tente ver tudo, porque provavelmente você vai se cansar bem rápido e não absorver absolutamente nada! A minha indicação é a coleção de arte egípcia, ou os trabalhos impressionistas e pós impressionistas.

Enfim, se deixar, emendava no MoMA, Madam Tussaud’s (museu de cera), a própria Biblioteca Pública, O Museu de História Natural, e por aí vai, isso sem contar bairros badalados como o Village, Soho, Chinatown … NY é assim, não adianta ir uma vez só porque sempre falta alguma coisa pra ver, e rever o que você mais gostou!

Eu quero voltar pra conhecer o high line park, o primeiro parque suspenso de NY, localizado no Meatpacking ditrict, ocupando o lugar onde era uma antiga linha de trem.

E alguém me diz: Tem como não amar NY?





Arte por aí: Israel

1 05 2010
Esse mês (dia 15) o Estado de Israel completa 62 anos de existência, entâo pensei em contar um pouco dessa cultura que muita gente não conhece e talvez ainda não tenha ouvido falar!
A arte israelense, propriamente dita, começou junto com a ideia de criação do estado judeu. No começo do século XX. Muita gente nem sabe, mas Israel possui uma das grandes escolas de Artes e Design,  a Bezalel,  que hoje faz parte da Universidade Hebraica de Jerusalem; é possível encontrar a arte Israelense principalmente nos museus das 3 maiores cidades do Estado: Jerusalém, Tel Aviv e Haifa.
Hoje eu vou falar melhor do principal museu, que foi o que eu conheci da primeira vez que eu fui pra lá: O museu de Israel. Localizado em Jerusalém, é o maior e mais importante museu do estado. Possui várias alas que exibem achados arqueológicos, arte do século XX, impressionista, sul-americana e uma ala dedicada a juventude e no jardim, entre as alas, existem algumas esculturas.
Mas o grande destaque do museu é a ala que fica separada, onde estão os pergaminhos do Mar Morto. O prédio é branco e possui um telhado em formato de cúpula, relembrando  o formato das tampas dos recipientes de barro onde os pergaminhos foram encontrados.
O museu é enorme, e eu não consegui ver todas as alas, lembro que fui na escultura “ahava” que significa amor, e é como as esculturas “love” das outras cidades do mundo, só que em hebraico.
Os jardins são uma delícia, e eu me lembro de umas cadeiras em formato de mão, muito legais para sentar!!!! Também tem algumas arvores que são citadas na bíblia, mas confesso que não lembro os nomes.

Pra quem se interessa, ou vai pra Israel, vale a pena passar por la! Mas se você não tem planos de ir pra Israel tão logo, pelo menos você pode dar uma olhadinhas nas fotos!
Também tem o museu da Diáspora, que também é muito legal e o museu dos Tanques… mas isso é pra uma outra conversa…